sábado, 12 de junho de 2010

Khrystal, uma preciosidade!

Ontem, dia 11 de junho de 2010, tive o prazer de assistir o Show da incrível cantora potiguar Khrystal, que, ouso dizer, é o lado B mais A da música popular brasileira.

A moça é, na em sua elaboração, a artista mais versátil, dançante e vibrante que a cena cultural de Fortaleza viu no primeiro semestre deste ano.

Sua banda conta com os músicos Ricardo Baya (direção Musical, Guitarra e vocais), José Fontes (Baixo e Vocais), Kleber Moreira (bateria e percussão) e quem cuida da produção deste grande show é o simpático pé-no-chão, Zé Dias. Com os braços, dedos e vozes desta turma toda, Khrystal apresentou o "Foguete, o show", peça elaborada para os festejos juninos e que levantou o público fortalezense, que compareceu, mesmo que prejudicado pela greve de ônibus que atravessa a cidade neste últimos dias.

Não foi bom, foi incrível! Ver Khrystal, conversar com ela e com o Zé Dias no camarim, encontrar com Waltinho do Kukukaya, assistir Kabra da Peste e ouvir Messias Holanda, o homenageado da noite... ufa! Foi cultura demais pra uma noite só!

Khrystal se apresenta hoje no programa São João do Nordeste na Rede Globo, após o humorístico Zorra Total. Vale tudo conferir.

E este blog se compromete a divulgar os próximos shows de Khrystal em Fortaleza!

Um abraço!

sábado, 5 de junho de 2010

Bafana bafana



Ser jovem!

Se nada mais a copa de 2010 na África do Sul ensinar, uma grande lição ela já nos deixou.

terça-feira, 11 de maio de 2010

É importante...?

Estender as mãos?


Ganhar um sorriso e ter a sensação do dever cumprido?

Sim, é importante!

Hoje perdi um amigo...

Mudou-se para sempre meu amigo Padre Ducéu.

Morreu Padre pois não se importava com honrarias. Embora fosse Monsenhor, poucos o chamavam pelo título. Era Padre Ducéu e pronto!

As coisas em Ducéu eram fáceis e preciosas ao mesmo tempo. O sorriso, por exemplo. Era farto e jovial. Mais simpático do que os risos de muito jovens de Jaguaruana; fácil. Eu diria que era reconfortante vê-lo sorrir, mesmo cansando ou doente como nos últimos tempos. Por isso, precioso.

- "Oh digníssimo! Autoridade, vamos sentar um pouquinho..."
- Monsenhor, não posso. Tenho um compromisso!
- Deixe isso pra lá! Fique aqui, vamos tomar um café!

Sem pressa para viver, sem pressa para morrer...

"Vivo, mas não sou eu quem vivo, é Cristo quem vive em mim". Gal 2, 20

E penso que para mais ninguém neste mundo, tão bem tenha servido o depoimento de Paulo.
Nestes últimos anos era o ressuscitado que habitava em Padre Ducéu. Não era difícil reconhecer Cristo nele.
Nas pregações, nas práticas, no olhar profundo e marcante, nas lágrimas - quando chorava em silêncio, nas opiniões e atitudes, nas palavras que se uniam em fortes e emblemáticas declarações, nas súplicas...pois no fim de sua vida, não mais ordenava... mãos solicitas, tal qual o hino.

Padre Ducéu, não sei dizer adeus. Eu e milhares de pessoas, dentro das quais poderia citar algumas.
Não farei isso - citar ninguém. Cada um sabe o que sente. Todos, na noite de segunda, dia 10/05 escreveram seus textos mentais, orais, por escrito. Agora, só o Pai, aquele que conhece cada um em especial, vê a verdade. Aquela que buscamos e que nos dará a liberdade.

Padre, tenho orgulho de saber que agora o senhor está de uma forma que ninguém que ficou por aqui, ainda, pode alcançar. Ninguém, nenhum de nós...

Padre Ducéu, meu amigo, o senhor está livre!

Aqui na terra, hoje perdi um amigo.
Contudo, na certeza mais absoluta que a morte possa inspirar, sei que ganhei um anjo-da-guarda.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ne me quitte pas

Por favor, leia até o final! Se quiser pule a parte em francês, contudo veja a tradução. Garanto: vais gostar! No post, você confere fotos de alguns monstros sagrados que cantaram esta linda música.

Ne Me Quitte Pas*
Jacques Brel

Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas (x4)


A musa Carla Bruni

Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas (x4)


A novata, porém incrível Maria Gadú

Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (x4)


A diva brasileira da segunda metade da década de 1970, Maysa

On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas (x4)


O criador da poesia, Jacques Brel

Ne me quite pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas (x4)


A inconfundível e impressionante, Nina Simone

TRADUÇÃO - Não me deixes

Não me deixes,
É preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer
Que já para trás ficou.
Esquecer o tempo
dos mal-entendidos
E o tempo perdido
a querer saber como
Esquecer essas horas,
Que às vezes mata,
A golpes de porque,
o coração de felicidade.
Não me deixes (4x)


A impressionante cantora Francesa, Frida Boccara

Te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove;
Escavarei a terra
Até depois da morte,
Para cobrir teu corpo
Com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você a rainha.
Não me deixes (4x)


O rei, magnífico, Roberto Carlos

Não me deixes
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações atados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.
Não me deixes (4x)


As expressivas Alcione e Ângela Rô Rô

Quantas vezes não se
reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos muito velho
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo;
Que a melhor primavera
E quando a tarde cai,
Para que o céu se inflame.
O vermelho e o negro
Não se misturam
Não me deixes (4x)


A maior de todas, Edith Piaf, La Môme.

Não me deixes.
Não vou mais chorar,
Não vou mais falar,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixa-me ser
a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.
Não me deixes (4x)

Vale a pena gastar vossa conexão:

http://www.youtube.com/watch?v=i2wmKcBm4Ik
O vídeo mostra Jacques Brell, compositor da bella chanson francesa.

Forte abraço a todos!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Edite, um sol que se põe



O pôr-do-sol de uma diva*

Nesta quarta-feira, 18 de abril de 2007, Jaguaruana acordou diferente. Fecharam-se para sempre os olhos de Edite Moreira Barreto.
Que acordes tocar neste momento? Que notas poderiam me expirar para escrever qualquer texto sobre dona Edite?
Penso que apenas as notas da memória. Uma memória que mesmo saudosa que jamais vai dar a esta maestrina o tom do esquecimento.
Dona Edite dedicou toda sua vida à educação e à música. À frente da escola Manuel Sátiro, com sua fiel escudeira, Dona Julieta Melo, ou debruçada nas melodias entoadas no órgão da matriz de Sra. Sant’Ana, sua imagem é inigualável e presença incontestável nas lembranças de todos os moradores de Jaguaruana.
Quantas festas de padroeiro terão sido? Quantas semanas santas? Quanto acordes, quantas notas musicais...
A figura da mulher prendada, imagem da família ajustada de boa educação reproduzia-se no semblante da jovem Edite que tocava piano na sala de sua casa. Eu mesmo, por diversas vezes, escondi-me, do lado de fora da varanda, para ouvir, religiosamente às 18:00h, as mais belas canções, tocadas por ela, sozinha, na maioria das vezes, sem platéia. Seu público era a rua, o patamar da igreja, que insistia em encher-se de belas valsas ou admiráveis boleros, clássicos ou não.
Há muito, seus acordes havia deixado saudades. Nós, os substitutos, bem que tentávamos. Sempre tentamos. Incontáveis foram às vezes, que, na igreja, cantando, ouvi, o clamor por Dona Edite. Mesmo seus melhores discípulos – Marcelo, Nezita – sempre sentiram a falta da mestra, que repousava, ali ao lado, ouvindo nossos excessos e nossos possíveis acertos.
Sempre me perguntei o que um ouvido perfeito, acostumado com a suavidade do instrumento litúrgico por natureza – o órgão – pensava sobre os acordes do violão, guitarra, dos tons, por vezes, de uma tão sonora bateria, eletrônica ou mesmo acústica.
Sei que, mesmo não muito propensa às novas tecnologias, Dona Edite ainda ensaiou alguma notas no teclado eletrônico de Nezita numa das últimas festa de Sant’Ana acompanhada por sua regência musical.
Cheio de saudades tenho vontade de cantar para dona Edite. Mas sem conseguir tal fato, evoco aos anjos e aos querubins que a recebam e ao seu piano ao som de cítaras e coros celestiais, que a convide para pisar num chão de notas musicais.


Texto escrito há três anos, em homenagem à Edite Moreira Barreto, maior musicista da história do Município de Jaguaruana.

* Escrito originalmente para a Coluna Outras Palavras, do Site Planeta Agito.

Em http://singrandohorizontes.wordpress.com/category/escritores/a-escritora-com-a-palavra/ é possível encontrar extraordinário texto de Vicência Jaguaribe sobre Dona Edite.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Por que assistir Chico Xavier, o filme.



Saindo da criança cheia de birra que ainda habita em mim, que diria simplesmente "Porque sim!", sou capaz de enxergar vários motivos para justificar uma saída de casa, na segunda, à noite para assistir a maior bilheteria dos últimos tempos do cinema nacional.

Chico Xavier, filme de Daniel Filho, produção da Globo Filmes, O2, Estação da Luz e Lereby, tem o roteiro assinado por Marcos Bernstein, sendo o filme baseado na obra “As Vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior.

As interpretações de NELSON XAVIER, que interpreta Chico Xavier entre os anos de 1969 a 1975; ÂNGELO ANTÔNIO que dá vida ao médium no processo de efetivação de sua prática espírita, no anos de 1931 a 1959 e do pequeno MATHEUS COSTA que faz Chico ainda menino, entre os anos de 1918 a 1922, nos conduzem numa linha temporal sobre a atuação da doutrina espírita no Brasil que vai do repúdio e condenação, passando pelo clamor e procura por causa do desespero até aos tempos da curiosidade e da admiração.

O filme é feito para isso: tornar a atuação de Chico Xavier no país, algo gigantesco, talvez maior do que o próprio espírita desejasse, ou mesmo contrário ao ensinamentos que a doutrina espírita apregoa. Na película, um pouco deste sentimento pode ser visto no próprio Chico quando demonstra parte de sua vaidade pessoal ao usar peruca, por conta de sua aparição na tv.

Sim, a importância da Televisão...

O filme se desenrola a partir da participação de Chico Xavier no programa Pinga-fogo, exibido ao vivo no dia 28 de julho de 1971, na extinta TV Tupi. Os vídeos que podem ser encontrados facilmente no you tube, mostram como Daniel Filho e sua equipe procuraram costurar ao roteiro do filme, as explicações dadas por Chico aos jornalistas da bancada sobre diversos temas espíritas como a reencarnação, a psicografia, as operações e tratamentos espirituais no sono, a cremação de corpos, entre outros.


Disse-me um amigo, espírita, que foi o programa de TV que deu projeção nacional para as atividades que Chico realizava em Uberaba. Estima-se que mais de 20 milhões de pessoas viram as explicações do médium naquela ocasião, o que fez a TV Tupi convidá-lo novamente para uma apresentação em 21 de dezembro de 1971, num especial de fim de ano.

Para mim, que não sou espírita, o filme só tem um defeito: reproduzir o caminho no qual se busca neste país a doutrina espírita com mais frequência: o caminho da dor. As personagens de Tony Ramos e Cristiane Torloni, Orlando e Glória, respectivamente, pais do jovem morto acidentalmente pelo colega, procuram conforto nas cartas psicografadas por Chico. Recebem mais que isso, é verdade, contudo minha crítica permanece.

O filme, talvez não intencionalmente, corrobora com ideia que tenho de que a maioria das pessoas procuram a doutrina espírita para obter respostas num momento de extrema dor, saudade, perda e tristeza. Pouco sei sobre a doutrina espírita, mas já compreendi que, além do que se procura na maioria das vezes, ela tem muito a dar.

Mesmo sendo católico por formação, ouso dizer que as pessoas precisam conhecer o ideal de mundo, de ser humano, de caridade e salvação que o espiritismo divulga desde sempre e principalmente após a codificação feita por Allan Kardeck, na segunda metade do século XIX.

Por fim, resta-me apenas dizer que sim, o filme vale cada centavo do ingresso.

Sobre as opiniões que declinei, gostaria de ler alguns comentários!

Forte abraço a todos os amigos!

Kamillo Silva