segunda-feira, 11 de maio de 2026

Hino da Escola de 1° grau Manuel Sátiro

 Hino da Escola de 1° grau Manuel Sátiro 


Composição 

Musicista e professora Edith Moreira Barreto


Quanta harmonia,

Quanto prazer,

É a escola do trabalho e da alegria,

Onde vimos cumprir nosso dever. 


*CORO*

A escola de 1° grau Manuel Sátiro.

Para nós é um divino crisol. 

Vibrarmos, triunfantes: hosana! 

Pela pátria na terra do sol.


Hinos e festas,

Num grande ardor,

E as nossas almas cândidas e lestas,

Pedem luz e pedem mais amor.


CORO

A escola de 1º Manuel Sátiro.

Para nós é um divino crisol. 

Vibramos, triunfantes: hosana! 

Pela pátria na terra do sol.


E tudo canta, 

Belo e viril,

É a juventude audaz que se levanta,

Erguendo aos céus o nome do Brasil.


CORO


Sempre garrida,

Sem nada a temer.

Estudamos com o sol em plena vida,

Contemplando o futuro no Ceará. 


CORO.



Letra integral disponibilizada pelo amigo Mateus Memorialista.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

EEEP Juarez Távora realiza o último Dia Laranja do ano

Na semana em que foi divulgado o terceiro relatório da Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (PCSVDF), a EEEP Juarez Távora conclui, para o ano de 2017, as ações do “Dia Laranja” na escola.
O Dia Laranja pela Eliminação da Violência contra as Mulheres é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) de alerta sobre a prevenção e eliminação da violência contra mulheres que acontece no dia 25 de cada mês. Na escola, o projeto é coordenado por uma comissão de alunos e orientado pela professora de Língua Portuguesa, Isabel Muniz e pela coordenadora pedagógica, Fernanda Ramalho. Durante a ação, toda a comunidade escolar – alunos, professores funcionários e gestores, são convidados a vestir ou usar algum acessório na cor laranja.
Para além desse destaque, há diversas ações voltadas para a temática. Nesse o ano letivo, a escola recebeu palestrantes, realizou fóruns de debate, ofereceu oficinas de defesa pessoal, produziu cartazes e dois vídeos documentários com os estudantes, discutindo reflexões e ações sobre a misoginia e o enfrentamento da violência.
A pesquisa citada foi realizada pela Universidade Federal do Ceará, em parceria com o Instituto Maria da Penha e o Institute for Advanced Study in Toulouse, com apoio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, e apoio do Banco Mundial e do Instituto Avon. Uma de suas constatações mais chocantes é sobre a transmissão da violência entre gerações.
Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará, em matéria publicada no site da instituição, “quatro em cada 10 mulheres que cresceram em um lar violento disseram sofrer o mesmo tipo de violência na vida adulta, ou seja, há uma repetição de padrão em seu próprio lar. A chamada transmissão intergeracional de violência doméstica (TIVD) é definida como um mecanismo de perpetuação do problema, que, segundo os estudos, sugere maior incidência em lares onde a mulher, seu parceiro ou ambos estiveram expostos à agressão na infância.”
Diante de tal evidência a escola é um lugar privilegiado para fomentar a discussão e formar seu público, composto predominantemente de crianças e adolescentes, para não perpetuarem tamanha chaga social e virem a se tornar agentes efetivos no combate à violência doméstica, contra a mulher.
Em tempo 01:
Links para os documentários produzidos pelos estudantes:
Misoginia – Corredores da Escola: https://www.youtube.com/watch?v=Sm_SvyXE-xI
Misoginia: para além dos corredores da escola: https://www.youtube.com/watch?v=MwXzVi8Gp30
Em tempo 02:
Sobre o dia 25 - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Aprovada em 17/12/1999 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a data foi proposta pelo movimento latino-americano de mulheres. Trata-se de uma homenagem às irmãs Mirabal – Patria, Minerva e María – assassinadas pela ditadura de Rafael Trujillo, na República Dominicana, no dia 25 de novembro de 1960. O assassinato das irmãs Mirabal, conhecidas como Las Mariposas em suas atividades políticas, causou grande revolta entre a população dominicana, que culminou com o assassinato de Trujillo em maio de 1961.
No 1º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, na cidade de Bogotá, Colômbia, a data do assassinato das irmãs Mirabal foi proposta pelas participantes como Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta contra a Violência à Mulher.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Carnaval de Jaguaruana - um pouco de história I



O carnaval é uma celebração cultural por excelência.
É também, para Roberto da Matta, um tempo de inversão.

É por fim, uma festa para todos.

Quando Manezinho Barbosa decidiu realizar o primeiro carnaval de rua da cidade de Jaguaruana em 1986, foi duramente criticado e questionado, a partir de razões que, já naquela época, preocupava-se com a segurança e com a qualidade da festa (temas mais que atuais quando grande população de uma cidade se mobiliza para saber quais são as bandas que tocarão na festa e como será a estrutura oferecida aos moradores e visitantes da cidade durante esse período).

O fato é que a partir desse ano, em Jaguaruana, o carnaval tornou-se uma festa para o povo, de fato.

Ao que me consta, os clubes da cidade (Clube do Povo, JATEC – Jaguaruana Tênis Clube e 26 de Julho) ainda fizeram seus carnavais pelo menos até os fins dos anos 1980, mas logo a folia rendeu-se à majestade das ruas e a pequenina Jaguaruana, foi aos poucos tornando-se referência para nossos vizinhos de Russas e Palhano, além é claro dos amigos e parentes de Fortaleza, que até 2002 não tinha carnaval de rua.

Jaguaruana, sempre à sombra de Aracati, que durante anos foi o maior carnaval do interior do Estado, nunca fez feio. Enquanto muita gente se planejava durante meses para alugar uma casa na cidade vizinha e ver, por lá as atrações nacionais que se apresentavam naquela cidade, nossos visitantes, eu mesmo, muitos amigos e conhecidos aproveitávamos as marchinhas e frevos executados pela banda do Paulo do Azul – o famoso Espaço Livre e pela super Banda Meteoro, com o vocal inconfundível do Erialdo.

Só durante os anos 2000 foi que começaram aparecer algumas bandas de maior repercussão, principalmente artistas conhecidos no meio forrezeiro e sertanejo que durante o reinado de Momo fazem uma versão elétrica de seus repertórios, adequando-se ao ritmo carnavalesco. Antes disso, eram os músicos de Jaguaruana, reunidos em uma ou no máximo duas bandas que faziam a festa inteira (circuito completo: rio, mela-mela e noite).

E sabe quem ajudava no processo de organização e crescimento da festa? Os blocos carnavalescos da cidade. Cada bloco da cidade tinha sua história, trajeto a ser feito, animação própria e fazia toda a diferença na folia da cidade.

Mas isso eu conto em outro texto!

Bom carnaval.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

As eleições na cidade de Jaguaruana – entre os candidatos e seus eleitores

Não. Esse texto não é sobre o barulho das motos e dos carros de som, os fogos, as histórias de viradas, os insultos de palanque, os afetos e desafetos que a disputa entre os eleitores de Ana Teresa e Roberto da Viúva tem protagonizado nesses dias que se encerram nessa quinta-feira com os últimos movimentos públicos das campanhas eleitorais. Digo públicos, porque quem conhece a política feita em nossas cidades do interior do Ceará (acho que poderia ser do país inteiro, não?), sabe que a campanha só acaba mesmo quando os ponteiros do relógio virar 17:01 h no próximo domingo.


O que gostaria de falar mesmo é sobre o perfil dos (as) candidatos (as) à Câmara Municipal de nossa cidade e sua relação com o perfil dos eleitores da nossa cidade.


Apenas uma visita despretensiosa no site do Tribunal Superior Eleitoral, na aba http://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-eleitorais-2016/candidaturas nos deu a chance de conhecer um retrato interessante desses cenários. Os homens e mulheres que dispuseram seus nomes para o processo eleitoral tem um rosto, um projeto, desejos e discursos que todos deveriam conhecer e assim poder escolher com maior consciência.


No site http://vereador2016.com/candidatos-a-vereador-2016/jaguaruana-ce podemos ver outras questões mais específicas da campanha como o patrimônio dos (as) candidatos (as), suas propostas, filiações partidárias, doadores e as respectivas doações recebidas para a campanha e até mesmo as despesas feitas durante o pleito. Isso caracteriza a transparência necessária do processo e a disponibilidade dos candidatos (as), que ao informar tais questões, respeitam a lei e já iniciam suas vidas públicas inspirando conformidade com o desejo do povo.


Jaguaruana tem 49 candidatos (as) à Câmara Municipal. São 35 homens e 14 mulheres. Destes, 44 declaram-se brancos, quanto à cor da pele e outros 5, declaram-se pardos. 24 informaram ser solteiros e 23 são casados. Há ainda um (a) candidato (a) que é viúvo (a) e um que declarou ser divorciado (a).


A maioria dos candidatos (26) tem mais de 40 anos de idade. A candidata mais jovem tem 25 anos e o candidato de maior trajetória de vida conta 70 anos.


E o que fazem nossos (as) candidatos (as)? A maioria já é vereador (a) atualmente e assim se declararam. São 12 no total. Outros 8 declararam ser agricultores (as). Temos ainda 3 advogados (as), 3 comerciantes, 3 empresários (as), 3 professores (as), 2 motoristas, 2 estudantes, 2 gerentes de estabelecimento comercial ou indústria, um líder religioso, um técnico em contabilidade, um diretor escolar, uma administradora, um gari, e uma dona de casa. Quatro candidatos declararam ter outra atividade que não foi identificada.


Sobre o grau de instrução dos candidatos, o site do TSE mostra que a maioria deles (as) tem o ensino médio completo (20). Onze têm concluíram o nível superior, oito terminaram o ensino fundamental e seis não atingiram essa etapa educativa. Para finalizar, 4 candidatos (as) declararam apenas saber ler e escrever.


As leituras possíveis diante desses dados são inúmeras. Cada um de nós pode fazê-las como, se e da forma que quiser. Eu, em quatro breves parágrafos, a partir do meu lugar social de fala, peço licença a você leitor para fazer algumas.


A maioria dos eleitores da cidade são mulheres (51%). As candidaturas não correspondem a esse numerário e quando as urnas forem abertas é bem possível que os homens ainda sejam maioria na Câmara municipal.


Numa cidade cuja mestiçagem história começou ainda quando o Ceará tinha apenas os caminhos das boiadas, nenhum candidato (a) se reconheceu como negro (a).


A maior parcela do eleitorado (49,32%) está abaixo de 39 anos, sendo que a maioria dos eleitores concentra-se na faixa dos 30 a 34 anos. Como se dá a identificação dos jovens da cidade com a maioria de candidatos pertencendo a uma geração diferente?


Por fim, o mais interessante pode ser observado quando decidimos estudar o grau de instrução do eleitorado. Apenas 321 eleitores da cidade de Jaguaruana têm nível superior completo. Obviamente que esse não poderia ser o grau de instrução da maioria de nossos eleitores (poderia sim...! sonho com isso), no entanto, se analisarmos o restante dos dados veremos que 11.070 eleitores são analfabetos (3.692) ou apenas declararam ler e escrever (7.378). Isso representa 39,14% dos votos válidos do município, ou seja, quase metade de nossos eleitores. Se juntarmos a esses números os (as) 6.916 eleitores (as) que declaram ter o ensino fundamental incompleto essa percentagem sobe para incríveis 63,59% do eleitorado.


Se você, querido (as) leitor (as) chegou até aqui, deve ter ficado tão impressionado quanto eu diante desses números. Resta-me apenas dizer uma única coisa: candidatos (as) (e agora podemos incluir também os concorrentes majoritários, aqueles que disputam a prefeitura), há muito o que fazer em nossa cidade. Eleitos (as) ou não, boa sorte e mãos à obra.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Mané? Sim!

Há tempos não escrevia um texto homenagem.
Não por necessidade, mas simplesmente pela correria dos dias, as pressões do trabalho que muitas vezes se tornam em opressões cotidianas. No entanto, sempre é bom parar. Refletir sobre o tempo, as pessoas, as coisas boas e ruins que acontecem, sobre a vida. E para que isso aconteça é preciso acontecer algo.
Uma das coisas que mais me chamam à reflexão é a morte. Embora ela seja parte de nossa trajetória, nunca estamos preparados para encarar tais perdas definitivas – principalmente de conhecidos e amigos, como só a morte é capaz de proporcionar. E isso aconteceu nessa semana. Soube da morte de Manuel Barbosa Rodrigues, Seu Manezinho.
Seu Manezinho foi vereador por dois mandatos e prefeito de Jaguaruana por três vezes. No momento de estruturação das cidades do Vale do Jaguaribe durante as décadas de 1980 e 1990, foi importante no processo de efetivação de uma estrutura mínima da cidade. Em seus governos dentre outras atividades calçamentou as ruas da cidade, construiu diversos grupos escolares e construiu casas populares. Enfrentou duas enchentes (1974 e 1985) e alguns anos secos. Embora tenha também perdido algumas eleições, seu papel na política partidária local é significativo: atualmente um de suas netas ocupa a chefia do executivo municipal.
No entanto, para mim, nada disso é muito importante. Embora tenha conhecido e convivido com Seu Manezinho justamente por causa desses caminhos políticos (ele prefeito e eu funcionário da prefeitura), meu reconhecimento a sua figura é por outras questões.
Talvez pouca gente saiba, mas Manezinho foi caminhoneiro e, em outros tempos, negociava com o produto mais valioso da cidade em tempos passados: a rede. Foi pai de seis filhos e avô de pelo menos 14 netos; já tinha também alguns bisnetos; sentiu a dor de perder um filho num acidente automobilístico; viu a primeira esposa adoecer e morrer, entre outras coisas. Ou seja, tirando a política, Manezinho era igual a mim ou a você. Um humano cheio de virtudes e defeitos.
Era a maior autoridade civil do município à época, mas conservava uma simplicidade extrema que beirava a humildade no trato com as pessoas. Tudo bem que fosse implacável com alguns adversários. Mas a cadeira na calçada era uma mensagem de porta aberta para todos. Podia vir quem viesse, sempre tinha um lugar para sentar.
Contudo, a coisa que mais observei em Seu Manezinho foi a vontade que ele tinha de aprender. Nunca foi um homem catedrático. Dedo em riste, pronto para dar uma lição a alguém. Esse não era ele. Pelo contrário, ele estava pronto para ouvir. Qualquer um, inclusive eu, um rapazote atrevido que contava apenas 18 anos de idade quando trabalhei com ele.
Hoje eu me considero um bom “escutador”. É possível que tenha aprendido isso com Seu Manezinho.
Gratidão, meu amigo!
Você cumpriu sua missão. Agora é hora de seguir em paz!
Kamillo Karol Ribeiro e Silva

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ducéu, há quatro anos...

Vou contar a vocês como eu me lembro do Padre Ducéu.

Há quatro anos, Jaguaruana perdia um dos seus filhos mais diletos.

Adormecia, nos braços do Pai celestial, o Mons. Raimundo de Sales Façanha, nosso querido Pe. Ducéu.

A idade, a doença e o tempo, num misto que sempre testa a força de nossa existência, fizeram de Ducéu mais um morador do campo celestial.

E foi triste, foi muito triste.

Pensava: - Eu perdi um amigo e a cidade perdeu seu pastor.

A caminhada do cemitério de volta pra casa, fez-me pensar o quão dolorosos foram aqueles passos e como eu deveria me lembrar de sua trajetória.

De lá para cá, passaram-se 4 anos e a memória não me deixou esquecer a marca de amor que Ducéu imprimiu em sua peregrinação terrestre e em seu ministério.

Em Jaguaruana, os que me conhecem, sabem o quanto sou admirador da vida do Mons. Ducéu. Não foi sua morte que tornou admirável. Pude acompanhá-lo, de perto, até pouco antes de sua partida definitiva, o que me deu a chance de perceber como o padre era incrivelmente sábio, sincero, apaixonado por seu ofício sacerdotal e humano. Isto mesmo, humano. Por isso, carregava uma série de defeitos que qualquer homem pode vir a desenvolver. E mesmo sendo seu devotado admirador, nunca me abstive de destacar tais características de sua imagem.

Mas não se trata disso.

Trata-se de ressaltar seus acertos e a forma apaixonada como ele exercia seu ministério. Trata-se de rememorar as inúmeras vezes que vi e ouvi o padre Duceú dizer que "faria tudo outra vez, se preciso fosse", como que se entoasse a canção de Gonzaguinha.

Ducéu tinha o gosto simples - e como isto faz falta. Era humilde até no caminhar. O carro, era popular. As roupas, simples, monocromáticas, amassadas, até manchadas, esperando pelo amor e carinho da Dona Fátima, que cuidava do seu guarda roupas. Nos últimos tempos, Lúcia, dona Ireuda e outros amigos ajudam nestas tarefas e muito mais.

Ducéu era sincero. Raça de víboras! Disse certa vez na sacristia da igreja; pouco se lembrarão para quem e porque. Outra vez, transcreveu num lugar muito especial, parte do Magnificat que preconiza Deus ser aquele que "destrona os poderosos e eleva os humildes" Lucas 1,25. E não demorou para aqueles que têm olhos verem que ele tinha razão.

Ducéu era missionário. Celebrar às 7h na matriz, às 9h no Borges, às 11h na Santa Luzia, às 15h no Gigui, às 17h no São José, às 19h na matriz. Tudo isso num único domingo. Era comum. Às vezes sozinho, às vezes na companhia do Sebastião, outras vezes com meu amigo João Michell, outro dia comigo, nos últimos dias, com Lúcia.

Ducéu faz falta. Mas sempre que o povo de Jaguaruana ouvir este nome, tenho certeza que o som reacenderá uma feliz lembrança que preencherá o espaço que o amigo deixou em nós. 

Mesmo afetados pela dor da perda, as memórias sobre o padré Ducéu, com certeza sempre virão acompanhadas de um sorriso.

É assim que me lembro do amigo Padre Ducéu.

E você, já pensou como gostaria de ser lembrado?

Obs.: Gostaria de me dirigir aos amigos e leitores que não concordam com minhas ideias. Por favor, ataquem a mim. Respeitem a memória do Ducéu. Ele nunca escreveu nem pediu a ninguém que escrevessem sobre ele. Faço isso porque o amo e o admiro. E tenho orgulho de dizer isso. Logo, se há alguém que merece críticas, este alguém sou eu.

Atenciosamente,

Kamillo Karol

sábado, 7 de dezembro de 2013

Preferências

Minha poesia preferida é aquela que não se dá.
Se doa, se deixa ser devorada.
Se deixa ser digerida,
Permite-se virar alimento.

Meus versos preferidos são aqueles que se lançam
Se jogam, se precipitam,
Se deixam ser admirados,
Permitem-se virar conhecimento.

Meu poeta preferido é aquele que se mostra
Se faz, se põe diante da vida
Se deixar ser questionado
Permite-se virar um novo elemento.

Lucas Badaró