segunda-feira, 11 de maio de 2026

Hino da Escola de 1° grau Manuel Sátiro

 Hino da Escola de 1° grau Manuel Sátiro 


Composição 

Musicista e professora Edith Moreira Barreto


Quanta harmonia,

Quanto prazer,

É a escola do trabalho e da alegria,

Onde vimos cumprir nosso dever. 


*CORO*

A escola de 1° grau Manuel Sátiro.

Para nós é um divino crisol. 

Vibrarmos, triunfantes: hosana! 

Pela pátria na terra do sol.


Hinos e festas,

Num grande ardor,

E as nossas almas cândidas e lestas,

Pedem luz e pedem mais amor.


CORO

A escola de 1º Manuel Sátiro.

Para nós é um divino crisol. 

Vibramos, triunfantes: hosana! 

Pela pátria na terra do sol.


E tudo canta, 

Belo e viril,

É a juventude audaz que se levanta,

Erguendo aos céus o nome do Brasil.


CORO


Sempre garrida,

Sem nada a temer.

Estudamos com o sol em plena vida,

Contemplando o futuro no Ceará. 


CORO.



Letra integral disponibilizada pelo amigo Mateus Memorialista.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

EEEP Juarez Távora realiza o último Dia Laranja do ano

Na semana em que foi divulgado o terceiro relatório da Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (PCSVDF), a EEEP Juarez Távora conclui, para o ano de 2017, as ações do “Dia Laranja” na escola.
O Dia Laranja pela Eliminação da Violência contra as Mulheres é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) de alerta sobre a prevenção e eliminação da violência contra mulheres que acontece no dia 25 de cada mês. Na escola, o projeto é coordenado por uma comissão de alunos e orientado pela professora de Língua Portuguesa, Isabel Muniz e pela coordenadora pedagógica, Fernanda Ramalho. Durante a ação, toda a comunidade escolar – alunos, professores funcionários e gestores, são convidados a vestir ou usar algum acessório na cor laranja.
Para além desse destaque, há diversas ações voltadas para a temática. Nesse o ano letivo, a escola recebeu palestrantes, realizou fóruns de debate, ofereceu oficinas de defesa pessoal, produziu cartazes e dois vídeos documentários com os estudantes, discutindo reflexões e ações sobre a misoginia e o enfrentamento da violência.
A pesquisa citada foi realizada pela Universidade Federal do Ceará, em parceria com o Instituto Maria da Penha e o Institute for Advanced Study in Toulouse, com apoio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, do Governo Federal, e apoio do Banco Mundial e do Instituto Avon. Uma de suas constatações mais chocantes é sobre a transmissão da violência entre gerações.
Segundo a Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará, em matéria publicada no site da instituição, “quatro em cada 10 mulheres que cresceram em um lar violento disseram sofrer o mesmo tipo de violência na vida adulta, ou seja, há uma repetição de padrão em seu próprio lar. A chamada transmissão intergeracional de violência doméstica (TIVD) é definida como um mecanismo de perpetuação do problema, que, segundo os estudos, sugere maior incidência em lares onde a mulher, seu parceiro ou ambos estiveram expostos à agressão na infância.”
Diante de tal evidência a escola é um lugar privilegiado para fomentar a discussão e formar seu público, composto predominantemente de crianças e adolescentes, para não perpetuarem tamanha chaga social e virem a se tornar agentes efetivos no combate à violência doméstica, contra a mulher.
Em tempo 01:
Links para os documentários produzidos pelos estudantes:
Misoginia – Corredores da Escola: https://www.youtube.com/watch?v=Sm_SvyXE-xI
Misoginia: para além dos corredores da escola: https://www.youtube.com/watch?v=MwXzVi8Gp30
Em tempo 02:
Sobre o dia 25 - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Aprovada em 17/12/1999 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a data foi proposta pelo movimento latino-americano de mulheres. Trata-se de uma homenagem às irmãs Mirabal – Patria, Minerva e María – assassinadas pela ditadura de Rafael Trujillo, na República Dominicana, no dia 25 de novembro de 1960. O assassinato das irmãs Mirabal, conhecidas como Las Mariposas em suas atividades políticas, causou grande revolta entre a população dominicana, que culminou com o assassinato de Trujillo em maio de 1961.
No 1º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, na cidade de Bogotá, Colômbia, a data do assassinato das irmãs Mirabal foi proposta pelas participantes como Dia Latino-Americano e Caribenho de Luta contra a Violência à Mulher.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Carnaval de Jaguaruana - um pouco de história I



O carnaval é uma celebração cultural por excelência.
É também, para Roberto da Matta, um tempo de inversão.

É por fim, uma festa para todos.

Quando Manezinho Barbosa decidiu realizar o primeiro carnaval de rua da cidade de Jaguaruana em 1986, foi duramente criticado e questionado, a partir de razões que, já naquela época, preocupava-se com a segurança e com a qualidade da festa (temas mais que atuais quando grande população de uma cidade se mobiliza para saber quais são as bandas que tocarão na festa e como será a estrutura oferecida aos moradores e visitantes da cidade durante esse período).

O fato é que a partir desse ano, em Jaguaruana, o carnaval tornou-se uma festa para o povo, de fato.

Ao que me consta, os clubes da cidade (Clube do Povo, JATEC – Jaguaruana Tênis Clube e 26 de Julho) ainda fizeram seus carnavais pelo menos até os fins dos anos 1980, mas logo a folia rendeu-se à majestade das ruas e a pequenina Jaguaruana, foi aos poucos tornando-se referência para nossos vizinhos de Russas e Palhano, além é claro dos amigos e parentes de Fortaleza, que até 2002 não tinha carnaval de rua.

Jaguaruana, sempre à sombra de Aracati, que durante anos foi o maior carnaval do interior do Estado, nunca fez feio. Enquanto muita gente se planejava durante meses para alugar uma casa na cidade vizinha e ver, por lá as atrações nacionais que se apresentavam naquela cidade, nossos visitantes, eu mesmo, muitos amigos e conhecidos aproveitávamos as marchinhas e frevos executados pela banda do Paulo do Azul – o famoso Espaço Livre e pela super Banda Meteoro, com o vocal inconfundível do Erialdo.

Só durante os anos 2000 foi que começaram aparecer algumas bandas de maior repercussão, principalmente artistas conhecidos no meio forrezeiro e sertanejo que durante o reinado de Momo fazem uma versão elétrica de seus repertórios, adequando-se ao ritmo carnavalesco. Antes disso, eram os músicos de Jaguaruana, reunidos em uma ou no máximo duas bandas que faziam a festa inteira (circuito completo: rio, mela-mela e noite).

E sabe quem ajudava no processo de organização e crescimento da festa? Os blocos carnavalescos da cidade. Cada bloco da cidade tinha sua história, trajeto a ser feito, animação própria e fazia toda a diferença na folia da cidade.

Mas isso eu conto em outro texto!

Bom carnaval.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

As eleições na cidade de Jaguaruana – entre os candidatos e seus eleitores

Não. Esse texto não é sobre o barulho das motos e dos carros de som, os fogos, as histórias de viradas, os insultos de palanque, os afetos e desafetos que a disputa entre os eleitores de Ana Teresa e Roberto da Viúva tem protagonizado nesses dias que se encerram nessa quinta-feira com os últimos movimentos públicos das campanhas eleitorais. Digo públicos, porque quem conhece a política feita em nossas cidades do interior do Ceará (acho que poderia ser do país inteiro, não?), sabe que a campanha só acaba mesmo quando os ponteiros do relógio virar 17:01 h no próximo domingo.


O que gostaria de falar mesmo é sobre o perfil dos (as) candidatos (as) à Câmara Municipal de nossa cidade e sua relação com o perfil dos eleitores da nossa cidade.


Apenas uma visita despretensiosa no site do Tribunal Superior Eleitoral, na aba http://www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas/estatisticas-eleitorais-2016/candidaturas nos deu a chance de conhecer um retrato interessante desses cenários. Os homens e mulheres que dispuseram seus nomes para o processo eleitoral tem um rosto, um projeto, desejos e discursos que todos deveriam conhecer e assim poder escolher com maior consciência.


No site http://vereador2016.com/candidatos-a-vereador-2016/jaguaruana-ce podemos ver outras questões mais específicas da campanha como o patrimônio dos (as) candidatos (as), suas propostas, filiações partidárias, doadores e as respectivas doações recebidas para a campanha e até mesmo as despesas feitas durante o pleito. Isso caracteriza a transparência necessária do processo e a disponibilidade dos candidatos (as), que ao informar tais questões, respeitam a lei e já iniciam suas vidas públicas inspirando conformidade com o desejo do povo.


Jaguaruana tem 49 candidatos (as) à Câmara Municipal. São 35 homens e 14 mulheres. Destes, 44 declaram-se brancos, quanto à cor da pele e outros 5, declaram-se pardos. 24 informaram ser solteiros e 23 são casados. Há ainda um (a) candidato (a) que é viúvo (a) e um que declarou ser divorciado (a).


A maioria dos candidatos (26) tem mais de 40 anos de idade. A candidata mais jovem tem 25 anos e o candidato de maior trajetória de vida conta 70 anos.


E o que fazem nossos (as) candidatos (as)? A maioria já é vereador (a) atualmente e assim se declararam. São 12 no total. Outros 8 declararam ser agricultores (as). Temos ainda 3 advogados (as), 3 comerciantes, 3 empresários (as), 3 professores (as), 2 motoristas, 2 estudantes, 2 gerentes de estabelecimento comercial ou indústria, um líder religioso, um técnico em contabilidade, um diretor escolar, uma administradora, um gari, e uma dona de casa. Quatro candidatos declararam ter outra atividade que não foi identificada.


Sobre o grau de instrução dos candidatos, o site do TSE mostra que a maioria deles (as) tem o ensino médio completo (20). Onze têm concluíram o nível superior, oito terminaram o ensino fundamental e seis não atingiram essa etapa educativa. Para finalizar, 4 candidatos (as) declararam apenas saber ler e escrever.


As leituras possíveis diante desses dados são inúmeras. Cada um de nós pode fazê-las como, se e da forma que quiser. Eu, em quatro breves parágrafos, a partir do meu lugar social de fala, peço licença a você leitor para fazer algumas.


A maioria dos eleitores da cidade são mulheres (51%). As candidaturas não correspondem a esse numerário e quando as urnas forem abertas é bem possível que os homens ainda sejam maioria na Câmara municipal.


Numa cidade cuja mestiçagem história começou ainda quando o Ceará tinha apenas os caminhos das boiadas, nenhum candidato (a) se reconheceu como negro (a).


A maior parcela do eleitorado (49,32%) está abaixo de 39 anos, sendo que a maioria dos eleitores concentra-se na faixa dos 30 a 34 anos. Como se dá a identificação dos jovens da cidade com a maioria de candidatos pertencendo a uma geração diferente?


Por fim, o mais interessante pode ser observado quando decidimos estudar o grau de instrução do eleitorado. Apenas 321 eleitores da cidade de Jaguaruana têm nível superior completo. Obviamente que esse não poderia ser o grau de instrução da maioria de nossos eleitores (poderia sim...! sonho com isso), no entanto, se analisarmos o restante dos dados veremos que 11.070 eleitores são analfabetos (3.692) ou apenas declararam ler e escrever (7.378). Isso representa 39,14% dos votos válidos do município, ou seja, quase metade de nossos eleitores. Se juntarmos a esses números os (as) 6.916 eleitores (as) que declaram ter o ensino fundamental incompleto essa percentagem sobe para incríveis 63,59% do eleitorado.


Se você, querido (as) leitor (as) chegou até aqui, deve ter ficado tão impressionado quanto eu diante desses números. Resta-me apenas dizer uma única coisa: candidatos (as) (e agora podemos incluir também os concorrentes majoritários, aqueles que disputam a prefeitura), há muito o que fazer em nossa cidade. Eleitos (as) ou não, boa sorte e mãos à obra.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Mané? Sim!

Há tempos não escrevia um texto homenagem.
Não por necessidade, mas simplesmente pela correria dos dias, as pressões do trabalho que muitas vezes se tornam em opressões cotidianas. No entanto, sempre é bom parar. Refletir sobre o tempo, as pessoas, as coisas boas e ruins que acontecem, sobre a vida. E para que isso aconteça é preciso acontecer algo.
Uma das coisas que mais me chamam à reflexão é a morte. Embora ela seja parte de nossa trajetória, nunca estamos preparados para encarar tais perdas definitivas – principalmente de conhecidos e amigos, como só a morte é capaz de proporcionar. E isso aconteceu nessa semana. Soube da morte de Manuel Barbosa Rodrigues, Seu Manezinho.
Seu Manezinho foi vereador por dois mandatos e prefeito de Jaguaruana por três vezes. No momento de estruturação das cidades do Vale do Jaguaribe durante as décadas de 1980 e 1990, foi importante no processo de efetivação de uma estrutura mínima da cidade. Em seus governos dentre outras atividades calçamentou as ruas da cidade, construiu diversos grupos escolares e construiu casas populares. Enfrentou duas enchentes (1974 e 1985) e alguns anos secos. Embora tenha também perdido algumas eleições, seu papel na política partidária local é significativo: atualmente um de suas netas ocupa a chefia do executivo municipal.
No entanto, para mim, nada disso é muito importante. Embora tenha conhecido e convivido com Seu Manezinho justamente por causa desses caminhos políticos (ele prefeito e eu funcionário da prefeitura), meu reconhecimento a sua figura é por outras questões.
Talvez pouca gente saiba, mas Manezinho foi caminhoneiro e, em outros tempos, negociava com o produto mais valioso da cidade em tempos passados: a rede. Foi pai de seis filhos e avô de pelo menos 14 netos; já tinha também alguns bisnetos; sentiu a dor de perder um filho num acidente automobilístico; viu a primeira esposa adoecer e morrer, entre outras coisas. Ou seja, tirando a política, Manezinho era igual a mim ou a você. Um humano cheio de virtudes e defeitos.
Era a maior autoridade civil do município à época, mas conservava uma simplicidade extrema que beirava a humildade no trato com as pessoas. Tudo bem que fosse implacável com alguns adversários. Mas a cadeira na calçada era uma mensagem de porta aberta para todos. Podia vir quem viesse, sempre tinha um lugar para sentar.
Contudo, a coisa que mais observei em Seu Manezinho foi a vontade que ele tinha de aprender. Nunca foi um homem catedrático. Dedo em riste, pronto para dar uma lição a alguém. Esse não era ele. Pelo contrário, ele estava pronto para ouvir. Qualquer um, inclusive eu, um rapazote atrevido que contava apenas 18 anos de idade quando trabalhei com ele.
Hoje eu me considero um bom “escutador”. É possível que tenha aprendido isso com Seu Manezinho.
Gratidão, meu amigo!
Você cumpriu sua missão. Agora é hora de seguir em paz!
Kamillo Karol Ribeiro e Silva

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Ducéu, há quatro anos...

Vou contar a vocês como eu me lembro do Padre Ducéu.

Há quatro anos, Jaguaruana perdia um dos seus filhos mais diletos.

Adormecia, nos braços do Pai celestial, o Mons. Raimundo de Sales Façanha, nosso querido Pe. Ducéu.

A idade, a doença e o tempo, num misto que sempre testa a força de nossa existência, fizeram de Ducéu mais um morador do campo celestial.

E foi triste, foi muito triste.

Pensava: - Eu perdi um amigo e a cidade perdeu seu pastor.

A caminhada do cemitério de volta pra casa, fez-me pensar o quão dolorosos foram aqueles passos e como eu deveria me lembrar de sua trajetória.

De lá para cá, passaram-se 4 anos e a memória não me deixou esquecer a marca de amor que Ducéu imprimiu em sua peregrinação terrestre e em seu ministério.

Em Jaguaruana, os que me conhecem, sabem o quanto sou admirador da vida do Mons. Ducéu. Não foi sua morte que tornou admirável. Pude acompanhá-lo, de perto, até pouco antes de sua partida definitiva, o que me deu a chance de perceber como o padre era incrivelmente sábio, sincero, apaixonado por seu ofício sacerdotal e humano. Isto mesmo, humano. Por isso, carregava uma série de defeitos que qualquer homem pode vir a desenvolver. E mesmo sendo seu devotado admirador, nunca me abstive de destacar tais características de sua imagem.

Mas não se trata disso.

Trata-se de ressaltar seus acertos e a forma apaixonada como ele exercia seu ministério. Trata-se de rememorar as inúmeras vezes que vi e ouvi o padre Duceú dizer que "faria tudo outra vez, se preciso fosse", como que se entoasse a canção de Gonzaguinha.

Ducéu tinha o gosto simples - e como isto faz falta. Era humilde até no caminhar. O carro, era popular. As roupas, simples, monocromáticas, amassadas, até manchadas, esperando pelo amor e carinho da Dona Fátima, que cuidava do seu guarda roupas. Nos últimos tempos, Lúcia, dona Ireuda e outros amigos ajudam nestas tarefas e muito mais.

Ducéu era sincero. Raça de víboras! Disse certa vez na sacristia da igreja; pouco se lembrarão para quem e porque. Outra vez, transcreveu num lugar muito especial, parte do Magnificat que preconiza Deus ser aquele que "destrona os poderosos e eleva os humildes" Lucas 1,25. E não demorou para aqueles que têm olhos verem que ele tinha razão.

Ducéu era missionário. Celebrar às 7h na matriz, às 9h no Borges, às 11h na Santa Luzia, às 15h no Gigui, às 17h no São José, às 19h na matriz. Tudo isso num único domingo. Era comum. Às vezes sozinho, às vezes na companhia do Sebastião, outras vezes com meu amigo João Michell, outro dia comigo, nos últimos dias, com Lúcia.

Ducéu faz falta. Mas sempre que o povo de Jaguaruana ouvir este nome, tenho certeza que o som reacenderá uma feliz lembrança que preencherá o espaço que o amigo deixou em nós. 

Mesmo afetados pela dor da perda, as memórias sobre o padré Ducéu, com certeza sempre virão acompanhadas de um sorriso.

É assim que me lembro do amigo Padre Ducéu.

E você, já pensou como gostaria de ser lembrado?

Obs.: Gostaria de me dirigir aos amigos e leitores que não concordam com minhas ideias. Por favor, ataquem a mim. Respeitem a memória do Ducéu. Ele nunca escreveu nem pediu a ninguém que escrevessem sobre ele. Faço isso porque o amo e o admiro. E tenho orgulho de dizer isso. Logo, se há alguém que merece críticas, este alguém sou eu.

Atenciosamente,

Kamillo Karol

sábado, 7 de dezembro de 2013

Preferências

Minha poesia preferida é aquela que não se dá.
Se doa, se deixa ser devorada.
Se deixa ser digerida,
Permite-se virar alimento.

Meus versos preferidos são aqueles que se lançam
Se jogam, se precipitam,
Se deixam ser admirados,
Permitem-se virar conhecimento.

Meu poeta preferido é aquele que se mostra
Se faz, se põe diante da vida
Se deixar ser questionado
Permite-se virar um novo elemento.

Lucas Badaró

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

15 coisas que você precisa abandonar pra ser feliz



1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim?

2. Desista da sua necessidade de controle

Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.

“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu

3. Pare de culpar os outros

Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.

4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas

Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.

“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle

5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!

“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle

6. Pare de reclamar

Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Esqueça o luxo de criticar

Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.

9. Abra mão da sua resistência à mudança

Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.

“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell

10. Esqueça os rótulos

Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.

“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer

11. Abandone os seus medos

Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.

“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt

12. Desista de suas desculpas

Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.

13. Deixe o passado no passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.

14. Desapegue do apego

Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.

15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas

Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.

Via Share for The Future

domingo, 8 de setembro de 2013

Pensamentos

Estive pensando...

Como seria se o tempo não permitisse a dor?
Como seria se a vida não tivesse, em dinheiro, um real valor?

Seria diferente.

Veria coisas no jornal que me faria sorrir.
Pararia o trânsito em nome da flor de jasmim que acabou de cair.

Seria um eterno observar.
Olharia o céu com mais frequência.
Pronto! Descobri!

Vou sair agora e vou olhar o céu.
Pronto, vou olhar o céu!

sábado, 7 de setembro de 2013

Leitura suave para uma tarde de sábado

Acabou a magia.
Resta-nos apenas a televisão,
Caixa de raios caóticos que inventa a verdade
E que consegue nos retirar a inocência.

Há ainda uma segunda tela;
Não há porém como definir
Qual é a primeira, qual é pois, a segunda.

Passa, enfim, o dia e nada fiz,
Além de viver,
Que, cá entre nós,
Já dá um trabalho e tanto.

Lucas Badaró

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Os desafios da gestão escolar

          Gestores são agentes educadores carregados de uma vontade incomensurável de realizar na escola seu efetivo papel:  fazer funcionar a relação ensino-aprendizagem.

          Talvez este seja o grande desafio da escola. Sendo assim, a Educação deve é vista como um desafio constante na busca de novas oportunidades. A Educação deve ser repensada de forma crítica, sem o deslumbramento inicial e ingênuo de que obstáculos a serem transpostos terão pouca ou nenhuma dificuldade.

        De acordo com o professor Marco Oliveira, "convém reconhecer o papel do gestor escolar como de fundamental importância não apenas como coordenador de uma instituição, mas, sobretudo como dinamizador das atitudes e do comportamento de todos que o cercam".

          Ora, quando pensamos nesta relações, vislumbramos uma escola que forma o ser humano com a auto-estima elevada, crítico, consciente, digno, engajado, solidário, dinâmico, participativo, habilidoso, qualificado, responsável, respeitador e espiritualizado, enfim.

          Entretanto, isso jamais será possível - fomar o aluno - se o agente que promove esta formação não puder oferecer as mesmas posturas. Só teremos alunos assim, se tivermos gestores e equipe docente com as mesmas qualidades.
        
           O gestor precisa ter a sensibilidade e a visão estratégica para, dentro da escola, reconhecer o processo que forma os seres humanos em sua diversidade, tornando-os seres íntegros e integrais. O bom gestor precisa dar valor aos pequenos talentos e progressos e trabalhar conjuntamente com os docentes e sua equipe diretiva, de modo a buscar meios interessantes para executar todas essas tarefas que cotidianamente se desenvolvem no chão da escola.

          Outrossim, os parceiros da gestão também precisam reconhecer as atribuições da gestão, as vissicitudes do cargo e a condição humana do gestor, que, como ser humano, fatalmente pode falhar.

         Administrar conflitos, que nem sempre são saudáveis, oportunizar o diálogo e promover a interação comunicativa entre os atores sociais da escola, acaba sendo a seta que aponta o caminho para uma boa gestão. É preciso reconhecer as contradições podem também mobilizar as pessoas e promover o crescimento daqueles que pretendem atingir os objetivos postos para toda escola.

          Resta também ao gestor, saber pedir ajudar quando necessário for, até porque, mesmo com o bom trabalho desenvolvido sempre existirão demandas a serem atingidas pela escola. Tais preocupação são frutos de preocupações que nascem na comunidade, nos profissionais da Educação, e principalmente a partido dos alunos, razão de ser da escola.

          Em relação ao convívio interpessoal, o bom gestor cultiva o do bom relacionamento, o companheirismo, e a possibilidade de se trabalhar as habilidades de todos os partícipes do universo escolar. Segundo Marcos Oliveira, "uma vez observado a diversidade de idéias, opiniões e sugestões, o gestor (a) escolar deve renunciar quaisquer atos de egocentrismo, insegurança e insatisfação que venha a ser disseminado como um 'mal' aos seus subordinados, alunos, pais e comunidade  inseridos nesse contexto".

          Sendo possível o desenvolvimento de tal contexto, mesmo não obstante aos desafios do processo, toda a escola pode se preparar para colher os melhores resultados.

Para aprofundar o tema:

ALVARIÑO,C. ARZOLA, S. BRUNNER, JJ. RECART, MO e VIZCARRA, R. Gestão Escolar: Um estado de arte da literatura
CARVALHO, Marly M. PALADINI, Edson P. Gestão da qualidade: Teoria e caos. Ed. Campus, Rio de Janeiro, 2005.
GARAY, Sergio. URIBE, Mario. Direção Escolar Como Fator De Eficácia E Mudança: Situação Da Direção Escolar No Chile 

sábado, 2 de junho de 2012

XVIII Celebrai com Maria - Em 03 de junho de 2012 - Jaguaruana Ceará


Convido a todos para este grande evento de paz, luz, fé e vida.
Sinto grande orgulho de ter participado de vários Celebrais com Maria, desde a época em que cantava no Ministério Rainha da Paz, junto aos meu grandes amigos Francisco, Nizardo, Felipe, Janída, Léo, Idelfonso, Fabiano, Nizângela, Pedro, Janaína, Jhonny, sob a coordenação da querida Sandra, à época em que participava da igreja...
Aos amigos da querida Jaguaruana, não deixem de ir! Vale a pena salientar a escolha do tema deste ano "Apascenta as minhas ovelhas" Jo 21:17. Como sempre faz, a RCC, tudo é definido em oração. Escolha do tema, roteiro do evento, músicas a serem executadas, até a propaganda do evento - carro de som, cartazes etc -, logo, o tema não poderia ser mais propício. A missão dada por Jesus a pouquíssimos eleitos tem sido cada vez mais ferida e solocupetada. Portanto, rezemos pelas vocações, para que, em breve, a terra abençoada por Sra. Santana, volte a dar alegria ao seu povo com novos vocacionados, padres, freiras e missionários. É por isto que peço vossas orações!
Abraços a todos!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Amor pela História

O tempo está no seu lugar,
Com seu curso normal de sempre.
O passado sem volta,
O presente apressado,
O futuro um enigma.
Mas as coisas do homem
Feitas no tempo,
Nem sempre, meu caro,
Seguem o curso normal.
E você, que se apaixonou pela História,
descobriu que ela é elástica.
Vai e vem, não menos enigmática.
E eu, que amo a História,
Descobri mais que conteúdo,
Mais que sala de aula.
Disseram-me e comprovei
Que ela é prática,
Escrita e fala,
Pensamento e olhar.

Mas inventaram de obrigá-la
Aos seres diversos do mundo,
Impondo os conteúdos,
Itens e subitens.
De certo nunca perdeu seu encanto,
Mas os alunos que encontro,
Dizem quase todos:
"É muito texto, é muito fato, eu tô com sono".

Jane Santos
Este e muitos outros texto você encontra em :http://tudoepoesiasdajane.blogspot.com.br

domingo, 20 de maio de 2012

Mesa da comunhão - Uma breve história



Esta semana vivemos momentos atípicos em nossa cidade por causa de uma foto do altar principal da Igreja de Santana em Jaguaruana, inicialmente postada pelo jovem Daniel Santiago, compartilhada por mim e mais de 45 amigos e comentada por inúmeros usuários do facebook, moradores, filhos de Jaguaruana e até mesmo muitas pessoas de outras cidades e países.

A força das redes sociais e os comentários – às vezes contidos e objetivos, às vezes ácidos e incisivos, fez nosso querido pároco, Pe. Raimundo Barbosa, manifestar-se nas rádios locais. Em entrevista aos repórteres Augusto Marques da União Fm e Iranildo Silva da Popular Fm, Pe. Raimundo esclareceu suas intenções e comentou a polêmica.

Com muita educação, assumiu que a ideia de retirar a mesa da comunhão é antiga, mas havia dois anos que não tocava no assunto, portanto não sabia de onde teria se originado tal polêmica. Sem citar nomes, esclareceu que há muito mais de história da igreja por trás do assunto, que os comentários postados nas redes sociais. Segundo o padre, a mesa da comunhão representa uma época da igreja em que a assembléia em geral e principalmente as mulheres não podiam se aproximar do altar principal. Teria sido uma determinação do bispo diocesano Dom José Haring aumentar o espaço do presbitério, daí a ideia da demolição das grades de separação do altar.

Ressurgida a polêmica, padre Raimundo resolveu se pronunciar. Após salientar que os comentários vinham de pessoas que não frequentavam a igreja, que não conheciam a história e que se apegavam tão somente a coisas do passado, concluiu que há outros assuntos de maior relevância que deveriam ser tratados nas redes sociais e que os paroquianos não deveriam perder tempo com uma coisa tão pequena.

Declarações sobre historiadores à parte, resolvi estudar a história da mesa da comunhão. Descobri num fórum na internet uma ampla discussão sobre a Comunhão de Joelhos. O fórum, alimentado por estudiosos da igreja, padre e seminaristas refere-se justamente à temática que envolve as resoluções tomadas pelo Concílio Vaticano II, citadas pelo Padre Raimundo na entrevista à União FM. Transcrevo alguns trechos deste fórum abaixo.
Antes do Vaticano II, as igrejas tinham vários altares (algumas ainda têm; a matriz de Santana em Jaguaruana, por exemplo, tem três), o padre ficava de frente para o altar e, consequentemente, de costas para o povo, a missa era celebrada em latim, bem como seus cânticos. A comunhão era obrigatoriamente de joelhos e diretamente na boca. Por isso, havia nas igrejas diversas mesas da Comunhão. Em Jaguaruana temos apenas uma, mas em igrejas mais antigas, como no caso da Matriz de São José, na cidade de Bezerros (Pernambuco), havia quatro Mesas da Comunhão: a primeira, que ainda hoje existe, separa o presbitério da nave da igreja; a segunda, que também ainda existe, separa a capela do Santíssimo Sacramento da nave da igreja e as outras duas dividiam a nave da igreja em três espaços. Depois do Concílio Vaticano II, outras formas de receber a comunhão foram acrescentadas, como receber a partícula na mão. Então, estas duas últimas mesas da comunhão– as que dividiam a igreja em Pernambuco– foram retiradas.

Segundo nos conta o professor Flávio Roberto Brainer, participante deste fórum, “cada mesa da comunhão era uma espécie de varanda que se estendia de um lado a outro da igreja, contendo um genuflexório* em toda a sua extensão, onde os fiéis vinham receber a comunhão de joelhos. Era forrada pelos acólitos com uma toalha de linho puro momentos antes da comunhão, sendo retirada antes dos ritos finais para a devida purificação. As pessoas mantinham um respeito muito grande pela mesa da comunhão, de modo que ninguém nela se encostava nem a tocava, uma vez que era sagrada. Tinha, portanto, um grande significado litúrgico que enriquecia a celebração Eucarística da Ceia do Senhor”, afirma.

Lembro-me bem que minha mãe não me deixava sentar na mesa da comunhão. Nem sequer apoiar-me. Lembro das inúmeras polêmicas sobre as pessoas assistirem missa sentadas por sobre a edificação. A discussão não é de hoje.

O que me chamou atenção foi o tamanho da repercussão. Nunca imaginei que o assunto tivesse tamanho alcance e, ao contrário do que disse, o vigário, profundidade. Se é algo tão pequeno e sem importância, por que tantas pessoas se manifestaram? Mesmo não tendo legitimidade nenhuma, mesmo desconhecendo a história, mesmo não participando das missas, por que tantos jovens e adultos de Jaguaruana quiseram compartilhar e comentar o assunto?

À guisa de uma conclusão, respondo da seguinte maneira: as pessoas se importaram com o tema. De uma forma ou de outra, nossas histórias de vida passam pelos espaços da Matriz de Santana. Tenham no seu currículo apenas uma missa por semana ou todos os trabalhos pastorais possíveis na igreja, as pessoas que se envolveram nessa discussão, antes mesmo de conhecimento acerca da história, tem sentimentos e se emocionaram com a possibilidade da retirada da mesa da comunhão.

Por fim, é preciso dizer que mesmo não vivendo numa democracia, mas num espaço pastoral, como salientou o vigário, a igreja é um lugar de memória e qualquer modificação em sua estrutura física deveria ser amplamente discutida, pelo menos com seus frequentadores. É preciso respeitar opiniões divergentes e é necessário que se respeite também, pois, como nos ensinou Cristo, através dos evangelhos, para Deus, nosso Pai, tudo é importante; Ele se preocupa com a sua criação e cuida dela desde as menores criaturas. Até os cabelos de nossas cabeças estão contados. (Mateus 10:29-30). Como seres humanos, cheios de falhas, deixamos muita coisa passar, mas Deus, que é perfeito em tudo, tudo sabe, tudo vê, pois Seus olhos estão sobre os caminhos de cada um nós, e Ele vê todos os nossos passos (Jó 34:21).

*Genuflexório: Peça de madeira fixa ou móvel usado nas igrejas, geralmente na parte de trás do banco, para que os fiéis possam ajoelhar-se e rezar. Lembro-me, na infância de ver várias peças desta natureza na igreja de Santana. Quem tinha condições, mandava fazer a sua e as identificava – a peça geralmente tinha uma placa que indicando a quem pertencia; quem não tinha dinheiro, recebia a sagrada Eucaristia na mesa da comunhão.

Fique por dentro da discussão ao redor do mundo, leia:

http://fratresinunum.com/2009/10/05/no-que-tange-a-santa-comunhao-impera-uma-grande-necessidade-na-igreja/

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Jaguaruana cuida de seus lugares de memória?

Passei este último final de semana em Jaguaruana. O objetivo da família era viver o dia das mães ao lado da minha querida avó materna, nossa pequena borboleta, Marieta Camilo. Minha esposa foi ver sua mãe e eu tinha a companhia da minha e de meu pai. Foi muito bom. Mas sempre que volto à Jaguaruana, aproveito para ver o maior número de amigos. Nunca dá para ver todo mundo, mas não perco a oportunidade de abraçar o maior número possível.

Aproveitei também para rever os lugares da minha infância, juventude e início da vida adulta e profissional. Passeei na Praça Francisco Jaguaribe – praçinha da igreja, participei da missa dominical na matriz de Senhora Sant’Ana, estive na Escola Manuel Sátiro durante a excelente e animada festa das mães do Colégio UNIC e visitei a instalações do CECA – Centro Educacional Cônego Agostinho.

Quando vi a parte do Cônego Agostinho localizado à Av. Simão de Góis, entendi que o tempo tem passado, mas mesmo diante de tantas lições, parece que não aprendemos com os diversos exemplos que a vida insiste em nos dar. Deparei-me com a construção do que julgo serem dois pontos comerciais no lugar onde antes funcionava uma sala de aula do referido colégio.

Digo, julgo, porque o estilo que se apresenta a construção em nada lembra um centro de pastoral, de convivência religiosa ou mesmo uma escola dominical, como se veiculou um dia que se tornaria o prédio do CECA. Foi um choque, mas mesmo assim busquei compreender tal empreendimento. Não consegui.

Minha falta de perspicácia foi logo aviltada pela lembrança da febre que dominou o Brasil nas décadas de 1980 e 1990. Nestes tempos, vários prédios históricos foram demolidos no país inteiro para dar lugar a outros equipamentos de natureza mais rentável, do ponto de vista financeiro. Foram inúmeros cinemas, escolas, sede de antigas entidades classistas e até religiosas que se tornaram shoppings, igrejas e estacionamentos.

Jaguaruana parece ser uma cidade onde a novidade está constantemente tomando o lugar das coisas antigas. A parti do que vi, penso que o passado e o presente são personagens de um imenso conflito. O resultado desta disputa, muitas vezes, é apenas o vazio que fica quando algo antigo desaparece. Não se percebe que o “novo” não pode ser eternamente novo. Ele também se torna velho, e um dia, simplesmente, pode desaparecer.

A repórter Ana Cecília Soares, referindo-se à Fortaleza, em matéria publicada no Diário do Nordeste em 19 de setembro de 2009 disse: “A memória não é feita só de pessoas, personagens e cenas. Lugares como praças, prédios, casas e monumentos também são carregados de lembranças. Há muito de “carne”, afeto e histórias cravadas em meio ao concreto.” Para ela, as edificações participam da formação da identidade de um povo, contam-nos uma parte importante das relações entre cidades e seus habitantes. E eu acredito estritamente nisso! Acho que a lição serve para Jaguaruana também.

Foi triste demais ver o que vi. E senti mais: o conjunto da população parece não se importar muito. Todos ficam atônitos com a novidade, mas no lugar da dúvida, do questionamento e posteriormente da repulsa, parece que as pessoas ficam entorpecidas com o novo.

Precisamos preservar nossa memória coletiva, nosso patrimônio material e imaterial e não devemos permitir que as coisas apenas se desfaçam com o passar do tempo. Se permanecermos assim, logo mais correremos o risco de não saber mais quem somos.

Publicado originalmente em
http://www.jaguaruananews.com/colunas/234-jaguaruana-cuida-de-seus-lugares-de-memoria.html

domingo, 29 de abril de 2012

Fausto Nilo na série Depoimentos


Ontem, dia 28 de abril de 2012, o Centro Cultural Dragão do Mar comemorou 13 anos de vida e trabalho com show do grande compositor Fausto Nilo. Acompanhado por Tarcísio Sardinha, o cearense de Quixeramobim debulhou inúmeros sucesso de seu cancioneiro, para nossa alegria. Quem abriu o show foi a cantora cearense "mignon" Paula Tesser.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

REMO SERVICE - Desrespeito aos prazos e descaso com consumidor

Fiz a compra de um condicionador de ar e comprei também a garantia da ASSURANT por mais 4 anos. Com pouco mais de um ano de uso, o aparelho parou de funcionar. Contactei a central e fui bem atendido. Os problemas começaram a partir do atendimento da assistência autorizada aqui de Fortaleza. A Remo Service tem um péssimo serviço de logística, só vei retirar o produto 10 dias depois do pedido. Com o passar do tempo, já contabilizo 7 contatos com o pessoal da ASSURANT já que os telefones da REMO Service não atendem. Os prazos previstos no contrato (30 dias) já foram estourados e hoje, 41 dias depois continuo sem o eletrônico e sem nenhuma satisfação do pessoal da assistência técnica. Estou juntando material para dar entrada no PROCON da minha cidade.

Ajudem-me a divulgar este caso.

Sobre mim, sobre nós, sobre todos...

 É só...

Do blog Vale das Palavras: Haicais
http://valedaspalavras.blogspot.com.br/2008/12/haicais.html

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O homem

Limitado de fato, deseja o infinito
O homem − deus caído, que os céus lembra aflito!
Se é que foi deserdado de uma antiga glória
De um destino perdido ele guarda a memória!
Se é que a profundidade desses seus desejos
De grandezas futuras já são os lampejos,
Imperfeito ou caído, que mistério é o homem!
Na prisão dos sentidos carnais que o consomem,
Escravo, sente em si, o dom da liberdade,
Infeliz, quer, porém, total felicidade!
Busca sondar o mundo e não tem olho hábil!
Ele quer amar sempre e o que ama é tão frágil!

Alphonse de Lamartine. Méditations. Paris: Lattès, 1987. p. 17.


domingo, 8 de abril de 2012

Noticiário Periferico - Entrevista o Mc/Poeta/Educador social Felipe Rima...


Leia a Entrevista com o Rapper Cearense Felipe Rima que é Líder do grupo Arsenal da Rima, poeta, educador social, empreendedor, rapper e autor do EP Entre o Batuque do Coração e a Poesia da Vitória.

Felipe Rima já foi assunto do nosso blog. Leia também:

http://amenidadeskamillianas.blogspot.com.br/2011/09/entre-o-batuque-do-coracao-e-poesia-da.html