quarta-feira, 30 de novembro de 2011

NAMORE UM BARRIGUDINHO!


Tenho um conselho valioso para dar aqui: se você acabou de conhecer um rapaz, ficou com ele algumas vezes e já está começando a imaginar o dia do seu casamento e o nome dos seus filhos, pare agora e me escute! Na próxima vez que encontrá-lo, tente disfarçadamente descobrir como é sua barriga. Se for musculosa, torneada, estilo `tanquinho´, fuja! Comece a correr agora e só pare quando estiver a uma distância segura. É fria, vai por mim.

Homem bom de verdade precisa, obrigatoriamente, ostentar uma barriguinha de chopp. Se não, não presta. Estou me referindo àqueles que, por não colocarem a beleza física acima de tudo (como fazem os malditos metrossexuais), acabaram cultivando uma pancinha adorável. Esses, sim, são pra manter por perto. E eu digo por quê. Você nunca verá um homem barrigudinho tirando a camisa dentro de uma boate e dançando como um idiota, em cima do balcão. Se fizer isso, é pra fazer graça pra turma e provavelmente será engraçado, mesmo. Já os `tanquinhos´ farão isso esperando que todas as mulheres do recinto caiam de amores - e eu tenho dó das que caem.

Quando sentam em um boteco, numa tarde de calor, adivinha o que os pançudos pedem pra beber? Cerveja! Ou coca-cola, tudo bem também. Mas você nunca os verá pedindo suco. Ou, pior ainda, um copo com gelo, pra beber a mistura patética de vodka com `clight´ que trouxe de casa. E você não será informada sobre quantas calorias tem no seu copo de cerveja, porque eles não sabem e nem se importam com essa informação.

E no quesito comida, os homens com barriguinha também não deixam a desejar. Você nunca irá ouvir um ah, amor, `Quarteirão´ é gostoso, mas você podia provar uma `McSalad´ com água de coco. Nunca! Esses homens entendem que, se eles não estão em forma perfeita o tempo todo, você também não precisa estar.

Mais uma vez, repito: não é pra chegar ao exagero total e mamar leite condensado na lata todo dia! Mas uma gordurinha aqui e ali não matará um relacionamento.

Se ele souber cozinhar, então, bingo! Encontrou a sorte grande, amiga. Ele vai fazer pra você todas as delícias que sabe, e nunca torcerá o nariz quando você repetir o prato. Pelo contrário, ficará feliz.

Outra coisa fundamental: Homens barrigudinhos são confortáveis! Experimente pegar a tábua de passar roupas e deitar em cima dela. Pois essa é a sensação de se deitar no peito de um musculoso besta. Terrível! Gostoso mesmo é se encaixar no ombro de um fofinho, isso que é conforto. E na hora de dormir de conchinha, então? Parece que a barriga se encaixa perfeitamente na nossa lombar, e fica sensacional.

Homens com barriga não são metidos, nem prepotentes, nem donos do mundo. Eles sabem conquistar as mulheres por maneiras que excedem a barreira do físico. E eles aprenderam a conversar,a ser bem humorados, a usar o olhar e o sorriso pra conquistar. É por isso que eu digo que homens com barriguinha sabem fazer uma mulher feliz.

CHEGA DE VIADAGEM! O mundo inteiro sabe que quem gosta de homem bonito são os viados. Mulher quer homem inteligente, carinhoso e boa praça. Chega de ter a consciência pesada após beber aquela cervejinha, ou aquele vinho, e comer aqueles petiscos.

Carla Moura, Psicóloga e especialista em sexologia.

Direto do Facebook!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Bruta flor do querer*

Quando era menino, o pintor mexicano Diego Rivera entrou numa loja, numa dessas antigas lojas cheias de mágicas e surpresas, um lugar encantado para qualquer criança. Parado diante do balcão e tendo na mão apenas alguns centavos, ele examinou todo o universo contido na loja e começou a gritar, desesperado: "O que é que eu quero???"

Quem nos conta isso é Frida Kahlo, sua companheira por mais de 20 anos. Ela escreveu que a indecisão de Diego Rivera o acompanhou a vida toda. Ao ler isso, me perguntei: quem de nós sabe exatamente o que quer?

A gente sabe o que não quer: não queremos monotonia, não queremos nos endividar, não queremos perder tempo com pessoas mesquinhas, não queremos passar em branco pela vida. Mas a pergunta inicial continua sem resposta: o que a gente quer, o que iremos escolher entre tantas coisas interessantes que nos oferece esta loja chamada Futuro? Sério, a loja em que o pequeno Diego entrou chamava-se, ironicamente, Futuro.

O que é que você quer? Múltiplas alternativas. Medicina. Arquitetura. Música. Homeopatia. Casar. Ficar solteiro. Escrever um livro. Fazer nada o dia inteiro. Ter dois filhos. Ter nenhum. Cruzar o Brasil de carro. Entrar pra política. Tempo para ler todos os livros do mundo. Conhecer a Grécia. Morar na Grécia. Morrer dormindo. Não morrer. Aprender chinês. Aprender a tocar bateria. Desaprender tudo o que aprendeu errado. Acupuntura. Emagrecer. Ser famoso. Sumir.

O que você quer? Morar na praia. Filmar um curta. Arrumar os dentes. Abrir uma pousada. Recuperar a amizade com seu pai. Trocar de carro. Meditar. Aprender a cozinhar. Largar o cigarro. Nunca mais sofrer por amor. Nunca mais.

O que você quer? Viver mais calmo. Acelerar. Trancar a faculdade. Cursar uma faculdade. Alta na terapia. Melhorar o humor. Um tênis novo. Engenharia Mecânica. Engenharia Química. Um mundo justo. Cortar o cabelo. Alegrias. Chorar.

- Abra a mão, menino, deixe eu ver quantos centavos você tem aí. Olha, por este preço, só uma caixinha vazia, você vai ter que imaginar o que tem dentro.

- Serve.

*Crônica de Martha Medeiros

sábado, 17 de setembro de 2011

Entre o batuque do coração e a poesia da vitória - Felipe Rima


"Eu estive no show desse jovem cantor e compositor e gostei muito!"

Foi o que eu disse sobre o Felipe Rima, com o Cd dele na mão, à minha esposa e, em outra oportunidade, aos meus alunos da escola Mirian Porto Mota, quando conheci o trabalho desta revelação da música cearense, duas semanas atrás quando o ouvi pela primeira vez.

Quem me conhece, sabe que tenho sérias restrições com a música geralmente ouvida pela maioria. A música executada na maioria das rádios e as melodias que estão nas margens, que acabam chegando aos celulares "caixa-de-som" da rapaziada, através da internet e que são compartilhadas nos Bluetooths da vida, em sua grande maioria, não me agradam. E a julgar pelo grande número de jovens que conheço por conta da vida na educação, essas músicas quase sempre são forrós, axés, reggaes e rap, muito rap.

E eu não gosto de rap. Ou não gostava até conhecer a obra do Felipe Rima.
Sua proposta de colocar muita poesia no ritmo do rap e fazer um música com sentido e qualidade, conquistou a mim e alguns amigos a que apresentei as produções do rapaz.

No palco, Felipe Rima apresenta a maturidade própria de alguém que trilhou um caminho difícil e bastante sinuoso.

As rimas, vistas nas composições deste jovem preservam o apreço que todo artista devia ter com seu precioso instrumento de trabalho, a palavra. Quando tive a oportunidade de falar com o cantor pela primeira vez - ele se apresentava no espaço Rogaciano Leite, no Centro Cultural Dragão do Mar - disse-lhe: "- Você é um artesão das palavras." Lembro de ter me referido poucas vezes, quando dirigi-me aos amigos cordelistas Paulo de Tarso e Moacir Morran. Fazer arte com as palavras é um dom humano de poucos e Felipe o tem.

O Cd intitulado Entre o Batuque do Coração e a Poesia da Vitória (nomes das primeira e última faixa do cd!) tem 19 faixas. Entre uma poesia e outra (Introlinhas, Meu nome é fome), as músicas aparecem dissipando preconceitos, transmitindo belas mensagens e conquistando novos adeptos para este tom dançante e envolvente. Dentre as composições de Felipe, destaco Batuque do Coração, Êxtase Magistral e o Reggae Diante da Orla.

Mas se você tem tempo para ouvir apenas uma música, confiando no velho professor que escreve este blog, busque escutar Fazendo História, (http://www.4shared.com/audio/XoV355Ct/FELIPE_RIMA_-_FAZENDO_HISTORIA.html)música em que o cantor conta um pouco da própria história e promove uma ode à perseverança, à luta pelo sonho e à busca por melhores dias.

Acompanhado dos músicos Mariano Penha (DJ), Enos de Lima (teclados), um baixista e um percussionista - que vou ficar devendo os nomes - e de Salmos Rafael, na guitarra e nos vocais da banda, o show fica completo.

Para mim, Felipe Rima é uma grande descoberta do ano de 2011.

Serviço:
Entre em contato com o cantor feliperima@hotmail.com
No twitter: @feliperima
Blog: feliperima@blogspot.com
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000241993466

Mais Felipe Rima:.

http://www.youtube.com/watch?v=xCL4wpM496Y&feature=player_embedded

http://www.4shared.com/audio/PGzwuE5B/11_POESIA_DOCE_DELEITE_-_FELIP.htmlhttp://www.4shared.com/audio/PGzwuE5B/11_POESIA_DOCE_DELEITE_-_FELIP.html3

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lançamento do Selo e do cartão postal em Homenagem ao Mons. Ducéu.

No dia 08 de setembro de 2011, no palco montado na Av. Simão de Góis, ao lado da praça Adolfo Francisco Rocha, foram lançados um selo e um cartão postal em homenagem ao Mons. Raimundo de Sales Façanha, nosso querido Pe. Ducéu. Dentre várias autoridades presentes, destaco os nomes da professora Lúcia Carlos, do chefe de gabinete da prefeitura de Jaguaruana, o Sr. João Batista e sua esposa Maria Lausenira Rocha, O prefeito Municipal Bebeto Delfino e sua esposa a Sra. Marnele Leandro e o povo de Jaguaruana que prestigiou o evento.

Fotos do evento.



Saudades de minha amada, cordel de Moacir Morran

No dia 08 de setembro de 2011, no Memorial da Carnaúba, na cidade de Jaguaruana, o amigo Moacir Morran, lançou um novo trabalho intitulado Saudades de minha amada. O evento reuniu família e amigos deste jovem escritor que se destaca pelo riso fácil e amor incondicional a sua cidade natal, Jaguaruana.

Fotos do evento.








quinta-feira, 30 de junho de 2011

UFERSA - Por que Jaguaruana...

Jaguaruana está pleiteando junto ao Governo Federal, um Campus avançado da Universidade Federal Rural do Semi-árido.
Entrar neste projeto significa para o povo daquela região o desejo de ser um lugar referencial para o desenvolvimento do Vale do Jaguaribe.
A tradição das Universidades Rurais, iniciada no fim da década de 1960, vê-se retomada nas útimas gestões federais e na iniciativa que o Governo da presidente Dilma Roussef promove, que é a de formação local para os jovem nascidos nos municípios interioranos. O intento, legitmo e, de certa forma, até afetuoso, responde à demanda - que ouso dizer, secular - por formação e por estabelecimento na sua própria terra de nascimento.
Como vem acontecendo, a possibilidade de formação e o mercado de trabalho nas cidades interioranas é deveras restrito e por isso, as famílias têm tido várias gerações que se mudam para os grandes centro - no caso do Ceará - Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte - para estudar e trabalhar. Nestas cidades, os cursos universitários oferecidos os são por instituições particulares, fato este que ainda exclui parte da população, que como brasileiros, contribuem para o desenvolvimento do país e que portanto, deveriam ter o direito de estudar e se formar numa universidade pública como acontece em algumas partes do país.
De todos os municípios que declinaram nomes para receber o campus da UFERSA, Jaguaruana detém as melhores condições técnicas, já tão propaladas pelos defensores do projeto. A cidade é centro geográfico para as cidades de Icapuí, Fortim, Aracati, Itaiçaba, Palhano, Russas e Quixeré. Estes municípios juntos representam quase 50% da população do Vale do Jaguaribe; 44,1% das matrículas do Ensino Médio. Jaguaruana também é a cidade mais próxima de Mossoró, onde fica a sede da UFERSA.
Diante de todas estas condições, vislumbradas pelo ponto de vista técnico, sobrevém ainda as característas morais. O povo da cidade deseja o campus da universidade! Vê-se nos olhos das pessoas mais simples da cidade o "bem querer" por algo concreto que ainda não existe. São pais e mães das crianças do 5º ano do Ensino Fundamental que dizem: "Meus filhos vão estudar nesta universidade que vem por aí!" As afirmações se tornam, como afirma o poeta Thiago de Melo, uma "verdade de sentido." Isto é, uma história, que narra algo que não ocorreu mas que constitui sentido para quem conta. Quem fala a respeito do futuro campus da UFERSA em Jaguaruana, acredita nele! Assim como todos os moradores da nossa cidade que hoje, em vossos olhos, com olhos de quem pede, conclama os presentes a confirmar este desejo.
O Vale precisa e Jaguaruana, assim como precisa, também merece o campus da UFERSA em suas terras.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ


'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão..
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um lider que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?



Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'.

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.