sábado, 17 de setembro de 2011

Entre o batuque do coração e a poesia da vitória - Felipe Rima


"Eu estive no show desse jovem cantor e compositor e gostei muito!"

Foi o que eu disse sobre o Felipe Rima, com o Cd dele na mão, à minha esposa e, em outra oportunidade, aos meus alunos da escola Mirian Porto Mota, quando conheci o trabalho desta revelação da música cearense, duas semanas atrás quando o ouvi pela primeira vez.

Quem me conhece, sabe que tenho sérias restrições com a música geralmente ouvida pela maioria. A música executada na maioria das rádios e as melodias que estão nas margens, que acabam chegando aos celulares "caixa-de-som" da rapaziada, através da internet e que são compartilhadas nos Bluetooths da vida, em sua grande maioria, não me agradam. E a julgar pelo grande número de jovens que conheço por conta da vida na educação, essas músicas quase sempre são forrós, axés, reggaes e rap, muito rap.

E eu não gosto de rap. Ou não gostava até conhecer a obra do Felipe Rima.
Sua proposta de colocar muita poesia no ritmo do rap e fazer um música com sentido e qualidade, conquistou a mim e alguns amigos a que apresentei as produções do rapaz.

No palco, Felipe Rima apresenta a maturidade própria de alguém que trilhou um caminho difícil e bastante sinuoso.

As rimas, vistas nas composições deste jovem preservam o apreço que todo artista devia ter com seu precioso instrumento de trabalho, a palavra. Quando tive a oportunidade de falar com o cantor pela primeira vez - ele se apresentava no espaço Rogaciano Leite, no Centro Cultural Dragão do Mar - disse-lhe: "- Você é um artesão das palavras." Lembro de ter me referido poucas vezes, quando dirigi-me aos amigos cordelistas Paulo de Tarso e Moacir Morran. Fazer arte com as palavras é um dom humano de poucos e Felipe o tem.

O Cd intitulado Entre o Batuque do Coração e a Poesia da Vitória (nomes das primeira e última faixa do cd!) tem 19 faixas. Entre uma poesia e outra (Introlinhas, Meu nome é fome), as músicas aparecem dissipando preconceitos, transmitindo belas mensagens e conquistando novos adeptos para este tom dançante e envolvente. Dentre as composições de Felipe, destaco Batuque do Coração, Êxtase Magistral e o Reggae Diante da Orla.

Mas se você tem tempo para ouvir apenas uma música, confiando no velho professor que escreve este blog, busque escutar Fazendo História, (http://www.4shared.com/audio/XoV355Ct/FELIPE_RIMA_-_FAZENDO_HISTORIA.html)música em que o cantor conta um pouco da própria história e promove uma ode à perseverança, à luta pelo sonho e à busca por melhores dias.

Acompanhado dos músicos Mariano Penha (DJ), Enos de Lima (teclados), um baixista e um percussionista - que vou ficar devendo os nomes - e de Salmos Rafael, na guitarra e nos vocais da banda, o show fica completo.

Para mim, Felipe Rima é uma grande descoberta do ano de 2011.

Serviço:
Entre em contato com o cantor feliperima@hotmail.com
No twitter: @feliperima
Blog: feliperima@blogspot.com
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000241993466

Mais Felipe Rima:.

http://www.youtube.com/watch?v=xCL4wpM496Y&feature=player_embedded

http://www.4shared.com/audio/PGzwuE5B/11_POESIA_DOCE_DELEITE_-_FELIP.htmlhttp://www.4shared.com/audio/PGzwuE5B/11_POESIA_DOCE_DELEITE_-_FELIP.html3

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lançamento do Selo e do cartão postal em Homenagem ao Mons. Ducéu.

No dia 08 de setembro de 2011, no palco montado na Av. Simão de Góis, ao lado da praça Adolfo Francisco Rocha, foram lançados um selo e um cartão postal em homenagem ao Mons. Raimundo de Sales Façanha, nosso querido Pe. Ducéu. Dentre várias autoridades presentes, destaco os nomes da professora Lúcia Carlos, do chefe de gabinete da prefeitura de Jaguaruana, o Sr. João Batista e sua esposa Maria Lausenira Rocha, O prefeito Municipal Bebeto Delfino e sua esposa a Sra. Marnele Leandro e o povo de Jaguaruana que prestigiou o evento.

Fotos do evento.



Saudades de minha amada, cordel de Moacir Morran

No dia 08 de setembro de 2011, no Memorial da Carnaúba, na cidade de Jaguaruana, o amigo Moacir Morran, lançou um novo trabalho intitulado Saudades de minha amada. O evento reuniu família e amigos deste jovem escritor que se destaca pelo riso fácil e amor incondicional a sua cidade natal, Jaguaruana.

Fotos do evento.








Professores: Pau neles!!!



Uma vez mais, semana passada, a força foi usada pelo Estado contra professores. Espetáculo humilhante, típico de um poder que se afasta de suas obrigações e age como mestre de senzala!

O autoritarismo político inverte os papéis. Ora, sem eleitor, não há poder. Se o poder é incompetente e, não raro, desordeiro, quando o diálogo é chantageado, a Assembleia Legislativa é o espaço da palavra dos ofendidos.

Que fazem os deputados, salvo exceção de praxe? Transformam a “Casa do Povo” em trincheira contra a liberdade. Carneiro, boiada que pastoreia o gado – os professores –, a maioria trabalha em causa própria. Altos salários, corrupção quase sempre impune, tudo isso produz uma situação que põe em perigo às minguadas práticas democráticas.

De 2002 a 2008, o desvio de dinheiro público no Brasil equivale à economia da Bolívia: US$ 40 bilhões! Média de US$ 6 bilhões por ano, é o que atesta o cálculo feito por órgãos públicos, e difundido pela mídia nacional. Entre os gatunos, não há nenhum professor, como sempre!

O silêncio cúmplice, da maioria dos deputados e vereadores (alianças partidárias obrigam), em relação à pseudo-política salarial dos professores, e a ausência de ação de políticos inoperantes, pagos como príncipes, merecem um debate sem subterfúgios.

Com esse tipo de político, os professores terão que voltar aos tempos em que deviam “trabalhar por amor!” Que ideia retrógrada! O ensino privado, confessional, faliria se não tivesse abandonado esse discurso de sacristia: piada nacional, porém, letal. “Ensinar por amor, e não por salário”, desde que o professor não seja eu, minha esposa, minha mãe, parente, amigo, ou amante. Que os políticos exerçam seus cargos “por amor”!

O Brasil não é a Suíça em que os políticos mantêm seus empregos, e, como na Suécia, recebem um salário mínimo da população à qual devem explicação e respeito.

Como políticos incompetentes, nem sempre com ficha limpa, ousam se dirigir aos professores como se estivessem a falar com crianças meio tontas, bobos da corte! Quem fala? Por que os países onde a educação é um grande sucesso proíbem a intrusão do político à gestão pedagógica e, por razões óbvias, econômicas? A educação é coisa séria demais para depender de políticos!

Finlândia, Coreia do Sul e outros países em que a educação é tratada como riqueza nacional fazem da gestão do ensino público uma “empresa” séria, que produz forças qualificadas e competências que atendem às demandas educacional e socioeconômica da nação.

Educação se faz com orçamento farto, formação de nível, salário alto, exigências de qualidade daqueles que são pagos como profissionais e não como sacrificados do sistema.

O corpo dos professores, receptáculo de pauladas, reais ou simbólicas, hematomas e pichações, legitimadas pela dominação política, lembra o corpo/alma dos escravos. Quando se recebe menos de oito reais por hora, após anos de estudos, o sentido da vida se encontra alhures.

Resistir é preciso!

Daniel Lins - Filósofo
dlins2007@yahoo.com.br

Fonte: O povo 12-09-2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

PROFESSORES FAZEM PROTESTO NA MARCHA DA INDEPENDÊNCIA


Os professores da rede estadual de ensino aproveitaram a marcha cívica de 7 de setembro para protestar pela valorização da categoria. Eles se mobilizaram em frente ao palanque para serem vistos pelas autoridades presentes.

Professores e alunos fazem protesto e manifestam críticas ao
governador Cid Gomes que está na Europa

Vestidos com camisetas pretas, os educadores desfilaram levando faixas com frases que denunciam o descontentamento da categoria com a falta de valorização dos profissionais, por parte do governo Cid Gomes.

Os manifestantes furaram o cerco policial, logo após a passagem dos militares pela avenida Beira Mar e se posicionaram, por cerca de 3 minutos, em frente ao palanque onde estava o vice-governador do Estado, Domingos Filho.

Sem Cid

Durante o protesto, os educadores exibiram faixas com críticas diretas ao governador Cid Gomes, que não participou do evento, por estar em viagem oficial à Europa.

Os professores repetiam a todo momento frases como: “Cid ditador, respeite o professor!”; “Aluno na rua, Cid a culpa é sua!”, e “Não tem dinheiro para a educação, mas tem dinheiro para o Aquário e o Castelão!”.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Recepção na Assembleia Legislativa do Ceará

Hoje na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, professores, pais e alunos foram recebidos pelos policiais do batalhão de Choque da PM cearense. O trepidar do chão que tremia diante das botas de cadarços vermelhos e ambiente que tensionava ao som dos cacetetes que batiam nos escudos de acrílico só não suplantavam o desejo dos manifestantes que ocuparam as galerias e o hall de acesso ao plenário. O medo chegou até os ossos. Mas de lá não passou. Nenhum medo hoje conseguiu chegar a alma. Homens e mulheres defenderam-se hoje atrás de adesivos apenas. O professores pregaram nas roupas pequenos discos vermelhos que diziam o porquê de nossa ida naquele lugar. No lugar de armas, canetas e os pincéis guardados na bolsa, diante do desejo de retorno à escola. Coisa que só vai acontecer quando a profissão e os profissionais forem reconhecidos.